Será que precisamos mesmo raspar o prato?

Culturalmente, comer bem significa comer muito. Aprendemos que assim ficaríamos mais resistentes a doenças e cresceríamos fortes. Porém, esse paradigma precisa ser quebrado. Na introdução alimentar, o respeito ao tempo de adaptação aos novos alimentos, assim como às preferências e às novas quantidades de comida, modificará a ação destes alimentos em mecanismos reguladores do apetite e da saciedade.

Devemos respeitar a autorregulação do bebê, não interferindo na sua decisão de não querer mais o alimento. As evidências sugerem que, embora a ingestão de porções em refeições individualizadas possa ser um tanto quanto irregular, o consumo de energia em 24 horas costuma ser adequado.

Esta condição é apontada como uma das causas preocupantes do aumento das taxas de obesidade infantil que se tem observado nos últimos anos, além de também ser uma das causas de inapetência na infância.

A introdução alimentar, embora com horários mais regulares que os da amamentação, deve permitir pequena liberdade inicialmente quanto a ofertas e horários, permitindo também que a criança se adapte a nova ingestão de alimentos. Mantém-se, assim, a percepção correta das sensações de fome e saciedade, característica indispensável para a nutrição adequada, sem excessos ou carências.

Natália Cristina Zonta CRN 10 3295 Nutrição Clínica Nutrição Esportiva Funcional


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